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Ao contrário do Rio, praias de Miami serão fechadas por causa do coronavírus



As cidades de Miami e Fort Lauderdale, ambas na Flórida, nos Estados Unidos, vão fechar partes de suas praias públicas como medida de emergência para combater a possível propagação do novo coronavírus. Os trechos mais populares de praia pública em South Beach serão fechados ao público após as 16h30, conforme decretaram o prefeito Dan Gelber e o gerente da cidade, Jimmy Morales, que concederam uma coletiva no sábado, dia 14, com as mudanças.


Os municípios também vão limitar o horário de funcionamento de bares, clubes e restaurantes e todos devem fechar às 22h. Além disso, está sendo solicitado a operar apenas com capacidade de 50%. Os líderes da cidade pediram que não houvesse mais de 250 pessoas por vez nos locais.


Qualquer pessoa que viole a nova regra pode receber uma multa de US$ 500 (cerca de R$ 2.430 mil) ou 60 dias de prisão, de acordo com o Sun-Sentinel.

"A ideia é forçar as pessoas a tomar decisões para ir às lojas, restaurantes ou bares, ou voltar para seus hotéis para sair. O objetivo é evitar as enormes multidões que claramente representam um risco à saúde e um risco de desordem pública", disse Morales.


Assim como em Miami, parte de cidades na Europa também interditaram suas praias. A Câmara de Vila Nova de Gaia, no distrito do Porto, em Portugal, informa que determinou "a interdição das praias fluviais e marítimas". As praias de Espinho, Vila Nova de Gaia, Matosinhos e Porto, assim como os fluviais ao longo do rio Douro, estão, desde esta sexta-feira, interditadas para a prática de qualquer atividade esportiva ou de lazer.


Na praia de Matosinhos, a Polícia Marítima esteve no local nesta sexta-feira, de luvas e máscaras, pedindo que as pessoas que se retirem o mais rápido possível.

Na Espanha, Murcia, uma das regiões com menos casos, também isolou as cidades litorâneas. De 36 casos de coronavírus na região, nove são de moradores de Madri.


Nesta sexta-feira, a OMS anunciou que Europa é o novo epicentro da pandemia, que já provocou a morte de 5.043 pessoas no mundo, a maioria na China continental, onde morreram 3.176 pessoas.


No Rio, praias cheias


Se em Miami medidas já foram tomadas, no Rio de Janeiro a população segue frequentando a orla carioca. No domingo, o último do verão 2020, muitas pessoas estiveram nas praias da Zona Sul do Rio e não deram bola para as orientações do governador Wilson Witzel para que evitassem as praias. Barraqueiros e banhistas calcularam uma quantidade de pessoas menor do que num domingo habitual. Mas quem foi não estava muito preocupado com a transmissão do coronavírus.

— O movimento está bem menor. A esta hora no domingo normal já tinha alugado as 30 barracas que tenho. Até agora só aluguei 15. E das 60 cadeiras, só 35 estão sendo usadas — calculou Roberto da Silva, de 40 anos, dono da Barraca do Beto, no Arpoador.


A vendedora Sheily Rodrigues Paiva, de 37 anos, curtiu a Praia do Arpoador ontem com os dois filhos, um menino de 14 anos e uma menina de 10. Dizendo que estava ao ar livre com os filhos e amigos, ela criticou a decisão da rede de ensino de suspender as aulas:


— De que adianta suspender as aulas e manter as crianças dentro de casa confinados se os pais precisam sair para trabalhar e entrar em veículos de transporte coletivo lotados de pessoas? Moro em Copacabana e utilizo o metrô para ir trabalhar e costumo voltar de ônibus. De certa forma a gente acaba ficando vulnerável podendo até transmitir vírus para nossas crianças dentro de casa na volta do trabalho — disse Sheily.




(O Globo)

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