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Após 5.402 mortes, prefeito de Milão admitiu erro de ter apoiado campanha para cidade não parar



O prefeito de Milão, Giuseppe Sala, admitiu que pode ter errado ao apoiar a campanha "Milão não para" que, há um mês, a iniciativa incentivou os habitantes da cidade a continuar com suas atividades normais, mesmo em meio à pandemia no novo coronavírus.

Na ocasião, a região da Lombardia, na qual Milão fica localizada, tinha 250 pessoas infectadas pelo vírus, com 12 mortes. Nesta sexta, os casos da doença confirmados na região chegaram a 37.298, com 5.402 mortes. Apenas nas últimas 24 horas, a Covid-19 matou 541 pessoas na região, segunda pior estatística desde que a epidemia começou. Na véspera, o número de óbitos havia sido 387.


A contabilização nacional das mortes no território italiano deverá ser divulgada nas próximas horas mas, com o aumento de casos na Lombardia, a Itália deverá ultrapassar a China no número oficial de pessoas infectadas pela doença, ficando atrás apenas dos Estados Unidos, que já registra 86.012 casos.


A mea culpa de Sala, do Partido Democrático, de centro-esquerda, foi feita durante o programa Che tempo che fa, que foi ao ar na televisão italiana no último domingo. De acordo com o prefeito da cidade de 3,1 milhões de habitantes, foi um erro defender a interrupção da vida normal, mas, há um mês, ainda não se tinha dimensão da real gravidade do novo coronavírus:


— Muitos se referem àquele vídeo que circulava com o título #MilãoNãoPara. Era 27 de fevereiro, o vídeo estava explodindo nas redes, e todos o divulgaram, inclusive eu. Certo ou errado? Provavelmente errado — afirmou Sala. — Ninguém ainda havia entendido a virulência do vírus, e aquele era o espírito. Trabalho sete dias por semana para fazer minha parte, e aceito as críticas.




(Reuters)

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