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Bolsa cai mais de 9% com pânico nos mercados globais. Dólar vai a R$ 4,79



A Bolsa de Valores de São Paulo (B3) entrou em circuit breaker, que é quando o Ibovespa, seu principal índice, cai mais de 10% e as negociações são interrompidas por 30 minutos para acalmar os operadores e evitar perdas adicionais aos investidores. Quando reabriu, por volta de 11h, voltou a cair 10%.


Às 10h31min, o Ibovespa caía 10,02%, batendo em 88.178 pontos, e o mecanismo do circuit breaker foi acionado. Foi a primeira vez que a Bolsa brasileira entrou em circuit breaker desde o 'Joesley day', que é como ficou conhecido no mercado financeiro o dia em maio de 2017 em que o colunista Lauro Jardim, do GLOBO, revelou áudios do empresário Joesley Batista que comprometiam o então presidente Michel Temer.


Na reabertura dos negócios, às 11h01, o índice continuou com queda acima de 10%. Mas pouco depois das 11h32m, a baixa arrefeceu para 8,76% aos 89.441 pontos. Se o Ibovespa voltar a cair e a baixa chegar a 15%, nova paralisação dos negócios será realizada, desta vez por uma hora.


Nos Estados Unidos, as principais Bolsas também acionaram o circuit breaker após queda de mais de 7%, depois da abertura dos negócios. Os negócios ficam suspensos por quinze minutos. A Nasdaq caía 7,14%, o Dow Jones recuava 7,60% e o S&P500 perdia 7,23%.

Na volta, a queda diminuiu um pouco, mas ainda era expressiva. O S&P500 perdia 6,6%, o Dow  Jones recuava 6,94% e o Nasdaq tinha baixa de 6,18%.


É a primeira vez que os negócios em Wall Street são interrompidos desde as eleições presidenciais de 2016, quando os mercados também caíram abaixo do limite diário de 5%.


Quando os negócios foram paralisados na Bolsa, os papéis ordinários da petrobras (com direito a voto) perdiam 24,61% a R$ 18,14, enquanto os preferenciais (PN, sem direito a voto) caíam 23,96% a R$ 17,36. PN tinham queda de 24%.  Em apenas 30 minutos de negociações, a Petrobras perdeu R$ 74,7 bilhões em valor de mercado, passando de R4 307 bilhões para R$ 232 bilhões.


ÀS 12h02, as ações ON da Petrobras recuavam 20,41% a R$ 19,17, enquanto as PN perdiam 22,03% a R$ 17,78.


"A baixa nas cotações do petróleo teve um efeito devastador sobre as ações das petrolíferas. No pré-mercado, as ações das petrolíferas americanas Chevron e Exxon chegaram a cair mais de 12% nos Estados Unidos. Os ADRs da Petrobras começaram o dia negociadas com queda de 14,05% em Nova York, a US$ 8,50 dólares. Os ADRs da Vale cediam 10,60%, para US$ 8,52 dólares", escreveram os analistas da Levante Investimentos.


Para o analista Ilan Arbteman, da Ativa Investimentos, mesmo com a decisão da Arábia Saudita de reduzir preços do petróleo e aumentar produção, não há mudanças dos fundamentos das empresas locais, mas a Petrobras terá que se adaptar ao novo cenário.


"A receita da Petrobras é diretamente ligada ao preço de referência do barril de petróleo. A política de preços da Petrobras é flexível e lhe permite o ajuste aos novos condicionantes do mercado. O movimento a ser feito ainda é incerto, mas o que vemos é que a decisão será tomada apenas com as condicionantes bem definidas, com paciência e analisando o cenário como um todo", disse Arbetman.


Outras ações sofriam forte queda. Os papéis de BR Distribuidora, Gerdau e Eletrobras caíam mais de 10%. As ações da Vale recuavam mais de 7%.  Os papéis da Via Varejo desabavam mais de 20%. As ações ordinárias da Vale recuavam 10,78% a R$ 39,80.

Os papéis preferenciais de Itaú e Bradesco perdiam mais de 6%.


As Bolsas asiáticas fecharam em queda de mais de 5% e, na Europa, chegaram a recuar 8% nas negociações ao longo do dia. Por volta de 12h09, Frankfurt recuava 7,21%; Londres perdia 6,87%; Paris tinha baixa de 7,17% e Milão perdia 10,05%




(O Globo)



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