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Bolsa de SP cai quase 10% após 'circuit breaker'; dólar é negociado a R$ 4,94




Cerca de meia hora após a abertura dos negócios, a Bolsa de São Paulo suspendeu suas operações. Às 10h25, quando registrava queda de 12,53%, foi acionado o mecanismo conhecido como circuit breaker, sua quinta utilização somente neste mês. Na volta das negociações, a queda foi acelerada, mas perdeu força e o Ibovespa cai 9,91%, aos 74.500 pontos. O mesmo mecanismo foi usado em Nova York, que também abriu com baixa muito acentuada. os meracdos europeus e asiáticos também desabaram. Na Europa, as perdas são na faixa de 10%. No câmbio, o dólar comercial subia 2,61% às 11h35, valendo R$ 4,94. Mesmo com os EUA praticamente zerando os juros, o tombo nos mercados não foi evitado.


As negociações nos EUA foram interrompidas quando o Dow Jones caía 9,71% e o S&P, 6,12%. A medida foi tomada pouco após a suspensão brasileira, às 10h35. No retorno dos negócios, os índices continuaram com fortes perdas. O primeiro passou a cair 8,22%. O segundo, 9,29%. O índice de tecnologia Nasdaq opera com variação negativa de 7,77%.

Na Europa, as perdas são na faixa de 10%. No câmbio, o dólar comercial subia 2,61% às 11h35, valendo R$ 4,94. Mesmo com os EUA praticamente zerando os juros, o tombo nos mercados não foi evitado.


Nos mercados europeus, a perda mais internsa fica por conta do índice Ibex 35, de Madri, que desaba 11,72%. A Espanha decretou quarentena nacional. Em Paris, o CAC recua 10,7%. FTSE 100 (Londres) e DAX (Frankfurt) têm desvalorização de, respectivamente, 7,5% e 9,29%.


Na Ásia, o fechamento também foi com os índices no negativo. O CSI300 (que reúne as principais empresas Xangai e Shenzen) registrou perdas de 4,3%. No Japão, o Nikkei caiu 2,46%.


Na véspera, em um movimento extraordinário, o Federal Reserve (Fed, o Banco Central dos Estados Unidos) cortou em um ponto percentual os juros, para a banda entre 0% e 0,25%. A medida, porém, teve pouco impacto diante de tamanha tensão nos mercados provocada pela pandemia do novo coronavírus.


— Cortes de juros ajudam neste momento, uma vez que a liquidez se torna um problema nos mercados. Mas o que preocupa os investidores é justamente a falta de um pacote amplo e claro de medidas na parte fiscal — diz Italo Lombardi, economista para América Latina do Crédit Agricole.


Lombardi, que fica sediado em Nova York, avalia que os Bancos Centrais já fizeram o que podiam. Na sua leitura, é preciso que os governos apontem quais medidas vão tomar para garantir a operação de setores duramente afetados pelas quarentenas:

— A parte monetária já foi feita. O que espera-se nesse momento é um plano para resgatar vários setores que podem quebrar. É difícil imaginar que o setor de aviação e de varejo, por exemplo, vão ficar bem, em um rápido período, depois de tudo que está acontecendo.


No Brasil, Conselho Monetário Nacional (CMN) decidiu facilitar a renegociação de dívidas e concessão de crédito, um pacote cujo impacto pode chegar a R$ 3,2 trilhões. Na Europa, o Banco Central do continente liberou 100 bilhões de europs para os bancos, com o objetivo de manter o fluxo de crédito na região.


— O olhar do mercado não está sendo racional nesse momento. Medidas como as anunciadas pelo Federal Reserve teriam trazido tranquilidade, mas provocaram efeito contrário. Talvez o mercado não precise de liquidez nesse momento de pânico — disse Rafael Bevilacqua, estrategista-chefe da Levante Investimentos.


Destaques do Ibovespa


Diante das quarentenas, com as adotadas pelos governos da Espanha e da França, a cotação das empresas aéreas listadas na Bolsa brasileira tombam nesta segunda-feira. Os papéis da Azul  e da Gol recuam, respectivamente, 22,95% e 20,5%.




(Gabriel Martins)

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