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Com maioria de idosos, ato no Rio ataca Congresso e STF



Os manifestantes que ignoraram os pedidos para evitar aglomerações - por causa do coronavírus - se reúnem num espaço de cerca de um quarteirão na Praia de Copacabana, Zona Sul do Rio, na manhã deste domingo. A maioria dos presentes são idosos, faixa etária mais suscetível às consequências do novo vírus. Os poucos que usam máscaras aproveitaram a ocasião para personalizá-las. A versão mais vista é uma com os dizeres "Canalhas Vírus: Congresso Nacional".


Os cartazes dos manifestantes têm como alvo o Congresso e o Supremo Tribunal Federal (STF). Um homem carrega um banner em que pede a destituição da Corte, a "limpeza total" do Parlamento e a instauração de um novo AI-5. Ele usa um boné dos Estados Unidos. Já uma senhora próxima a ele levanta um cartaz de cartolina em que pede para o Exército assumir o País. Há no ato, inclusive, a réplica de um veículo militar no qual os manifestantes sobem para tirar fotos.


Contra o Congresso, um dos cartazes mais comuns tem o rosto do general Augusto Heleno, ministro do Gabinete de Segurança Institucional, com a inscrição "Fod*-se". Outro alvo nesta manhã é o governador do Rio, Wilson Witzel, ex-aliado e hoje inimigo político de Bolsonaro. Do alto do carro de som, um representante do Movimento Brasil Conservador chamou Witzel de traidor e promoveu um "pisaço" numa bandeira com o rosto dele ao som da música tema do filme Tropa de Elite. Por volta das 10h40, um morador de um prédio em frente ao ato pendurou na janela uma bandeira do PT. Os manifestantes viraram para o edifício, vaiaram e entoaram músicas contra o ex-presidente Lula e gritos de "Vai pra Cuba". A presença mais inusitada nesta manhã é a de um cavalo branco levado por um manifestante.




(G1)



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