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Com obras de drenagem, Cidade Morena fica livre de alagamentos no próximo verão



Esperadas há mais de 10 anos, as obras de drenagem e controle de enchentes no Bairro Cidade Morena, no quadrilátero  abaixo da Rua Salmorão, formado pelas ruas Floreal, Buenópolis e Cana Verde, já começaram. E quem mora na região não conviverá mais com os alagamentos, que há mais de 20 anos faz parte da rotina de todos nos períodos de chuva, principalmente entre os meses de outubro e março.


A Prefeitura vai investir R$ 2,8 milhões para implantar 1,5 quilômetro de tubulação, 203 metros de galerias celulares e 220 metros cúbicos de gabião. Toda esta estrutura vai captar a enxurrada que desce das Moreninhas e da drenagem implantada na parte do bairro que já foi asfaltada.


O sistema de captação existente extravasa porque na época da pavimentação, feita há 10 anos,  não foi construída esta tubulação para toda água atravessar a Avenida Gury Marques e desembocar no Córrego Gameleira, que nasce mais adiante, na margem direita da avenida (sentido centro/bairro).


Sem esta drenagem complementar, as bocas de lobo não fazem a captação necessária e com isto a enxurrada alaga as casas construídas abaixo do nível das ruas e impede a travessia de veículos de passeio.  Em alguns cruzamentos, mesmo após vários dias de estiagem a água fica empoçada.


Embora não seja engenheiro, mas com a experiência de quem enfrenta o problema há mais de 30 anos, o aposentado José Rodrigues, residente na Rua Salmorão, descreve com exatidão porque esta parte do bairro enfrenta esta situação. Ele explica que a função da topografia da área, uma baixada, funciona como uma espécie de bacia, que recebe toda a enxurrada que desce das Moreninhas.

Conforme o secretário municipal de Infraestrutura e Serviços Públicos, Rudi Fiorese,  junto com o crescimento população, a parte alta das Moreninhas, que hoje são 25 mil habitantes,  aumentou a impermeabilização do solo e consequentemente a enxurrada chega com bem mais velocidade.


Quem também aguarda ansiosa  pela conclusão da obra, que deve ficar pronta em seis meses, é a comerciante Fabiane Ribeiro, dona de uma sorveteira na  Rua Salmorão. “Estou aqui há 14 anos e sempre quando chove o problema de repete”, explica.


O aposentado Galdino Felix, que mora na Rua Ubirajara Guarani, perdeu as contas de quantos vezes teve que erguer móveis, porque a enxurrada entrou pelo quintal e chegou dentro da casa. “Fiz por conta próprio um quebra mola de terra para desviar a água”, explica. “Com esta tubulação nova o problema será resolvido”, aposta.


O projeto


A drenagem complementar e de controle de enchentes da Cidade Morena chegou a ser iniciada em 2014,  mas  sendo  interrompida na gestão passada. Foi retomada em 2018, mas a empreiteira que ganhou a licitação pediu rescisão do contrato. Foi preciso refazer as planilhas e lançar um novo processo licitatório.  A disputa na nova concorrência reduziu em R$ 748,1 mil (23,29%) o custo da obra.


A obra foi retomada com duas frentes de serviço. Começou a ser instalada a tubulação na Rua Salmorão e na margem direita da Gury Marques, logo após o bueiro sob avenida. No local há um dissipador de energia (uma espécie de escada que reduz a velocidade da água). Serão construídos 203 metros cúbicos de gabião (com 5 degraus) para estabilizar as margens e com isto evitar que haja erosão.


Na outra margem da Gury Marques, serão instalados 223,6 metros de galerias celulares, estruturas de concreto, cada uma pesando 25 toneladas que tem 2,5 metros de diâmetro.


Na Cidade Morena, a tubulação será instalada nas ruas  Salmorão; Israelândia, Ubirajara Guarani, Jaguariúna, Floreal, Inconfidentes, Travessa Manoel José de Toledo e Buenópolis. As galerias projetadas para a  Buenópolis vão captar as águas pluviais que descem pela Rua Minas Novas.




(CGN)

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