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Congresso vê com cautela as manifestações marcadas para domingo



O Congresso olha com cautela para as manifestações do próximo domingo, convocadas para protestar contra o parlamento e o Supremo Tribunal Federal (STF). Os atos tendem a se acirrar caso sejam aprovados os projetos de lei (PLNs), enviados pelo governo, recolocando na mão de deputados e senadores R$ 20,5 bilhões do Orçamento. As propostas foram uma contrapartida do Executivo à manutenção do veto do presidente Jair Bolsonaro ao trecho da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) que deixariam com as duas Casas R$ 30,1 bilhões. Para o deputado Paulo Ganime (RJ), líder do Novo, os PLNs têm mais facilidade de serem aprovados do que o veto tinha de ser derrubado. “O veto precisava de mais da metade das duas Casas para cair. O PLN é maioria simples para ser aprovado. E entendeu-se que é algo em conjunto com o Executivo. Os parlamentares da base do governo estão defendendo como algo positivo”, frisou. Nos bastidores, parlamentares ainda discutem a iniciativa de Bolsonaro de chamar para as manifestações. Entendem que a Constituição é forte o suficiente para proteger os Poderes de um eventual ataque, mas afirmam que havia um trato com o presidente para não tocar mais no assunto, porém, o acerto foi quebrado. No sábado, o chefe do Executivo voltou a convocar apoiadores, afirmando que não é contra as instituições. “Quem diz que é um movimento impopular, contra a democracia, está mentindo e tem medo de encarar o povo brasileiro”, afirmou em Boa Vista (RR), antes de embarcar para os Estados Unidos. Deputados e senadores lembram que havia um acordo entre Executivo e Congresso para a derrubada do veto, com a contrapartida dos PLNs. “Vários líderes pedem para que o governo desça do muro. O ânimo entre o Congresso e o presidente não é bom, e muitos líderes não vão aceitar serem chamados de chantagistas”, ressaltou o líder do PSL no Senado, Major Olímpio (SP), contrário aos PLNs.


É consenso que, diante da crise econômica que se desenha, Bolsonaro deveria procurar a unificação. “A população está atônita. Não sabe o que está se passando. Escuta uma informação dizendo que o Congresso está pressionando o governo, outra, do Congresso, dizendo que não pressionou ninguém, mas, em uma crise desta magnitude, parece que estamos brincando de coisa séria”, avaliou Major Olímpio. Paulo Paim (PT-RS) lembrou que o Congresso votou as reformas da Previdência, trabalhista, da liberdade econômica e tem vários projetos do Planalto tramitando. “O governo tem discurso e prática diferentes. Propõe acordo e chama os movimentos contra o Congresso. Temos de manter o que foi votado. Em um momento destes, o país precisa de uma grande concentração nacional, até porque existe uma crise global. Temos de exigir uma solução, uma concordância”, destacou. Líder da oposição na Câmara, Alessandro Molon (PSB-RJ) concordou. “Nossa economia está derretendo, e onde está o governo Bolsonaro com soluções? Cadê a reunião emergencial para discutir saídas?”, cobrou em seu perfil do Twitter. “O ministro Guedes parece um disco quebrado, como se as reformas fossem solucionar tudo. Não vão. É hora de alavancar o investimento público.”




(Luiz Calcagno)

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