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Coronavírus atinge os 50 estados americanos e fronteira com Canadá será fechada parcialmente



Com a confirmação de um caso da Covid-19 na Virgínia Ocidental, na terça-feira, todos os 50 estados dos Estados Unidos já registram infecções causadas pelo novo coronavírus, o Sars-CoV-2. Buscando conter o avanço da doença, o presidente Donald Trump anunciou na manhã desta quarta-feira o fechamento parcial da fronteira entre os EUA e o Canadá.


Em seu Twitter, Trump anunciou nesta quarta-feira que a decisão de cessar temporariamente a ligação entre os dois países para o tráfego não essencial foi mútua e disse que maiores detalhes serão divulgados em breve. A medida, que vinha sendo cogitada nos últimos dias, permitirá que atividades comerciais continuem, mas barrará passeios turísticos, por exemplo. Ottawa já havia fechado sua fronteira para a maior parte dos estrangeiros, mas a mantinha aberta para os americanos.


Em outra de suas postagens matinais, o presidente também anunciou que concederá uma entrevista ao lado de dirigentes da FDA (Agência de Alimentos e Drogas) na tarde desta quarta na qual trará "notícias importantes" sobre o combate ao coronavírus. O envio de novos soldados para o Afeganistão, segundo informações do governo americano, também foi suspenso nesta quarta-feira frente à pandemia.


O presidente, criticado por sua resposta inicialmente inábil ao novo coronavírus, vem participando com frequência das entrevistas diárias da força-tarefa da Casa Branca para combater a Covid-19.


Entre as as medidas de contenção tomadas até o momento pelo governo americano, estão restrições para reuniões de grupos de mais de 10 pessoas, recomendações para o trabalho remoto e que a população evite sair de casa para atividades não essenciais. Em meio à pacotes de estímulo à economia, o governo vem cogitando também realizar pagamentos em dinheiro à população para evitar uma catástrofe econômica.


Ainda assim, os esforços do governo não vem sendo suficientes para conter o aumento do número de pessoas infectadas no país. Até o momento, há ao menos 5.881 pessoas infectadas e 107 mortes registradas em todo o território americano. Governos estaduais vêm adotando medidas por conta própria para conter as infecções, como cancelar as aulas, impôr toques de recolher e decretar estado de emergência. A cidade de São Francisco, nesta quarta, foi a primeira a implementar uma quarentena similar às adotadas na Itália e na Espanha.


Pelas restrições, as pessoas deverão ficar em casa exceto em casos essenciais, ou seja, para comprar comida, remédio, ir ao médico, trabalhar ou cuidar de doentes. Sair de casa sob outras circunstâncias será considerado uma "ameaça contra a saúde pública" e um delito. A quarentena será adotada pelos seis distritos que formam a cidade, incluindo Santa Clara, onde estão a maioria das empresas do Vale do Silício, como a Apple, o Google e o Facebook. A duração inicial do decreto é até o dia 7 de abril, mas poderá ser estendido.


Nova York cogita quarentena


A situação do novo coronavírus é particularmente crítica no estado de Nova York: até terça-feira, mais de 1.500 pessoas testaram positivo para a Covid-19; na véspera, os casos registrados eram 950. Ao longo da última semana, as infecções vinham crescendo cerca de 35% ao dia — taxa que, se mantida, poderá culminar em 90 mil casos daqui a duas semanas. Nesta quarta-feira, foi anunciado o que a Casa Branca enviará um de seus navios de assistência hospitalar para o porto de Nova York, aumentando o número de leitos disponíveis na região.


A situação levou o prefeito da metrópole, Bill De Blasio, a considerar pôr a cidade em quarentena. Em entrevista ao programa matinal Today, da rede NBC, o prefeito afirmou que está quase recomendando ao governador Andrew Cuomo a implementação da medida que restringiria os movimentos dos cerca de 8,5 milhões de habitantes da maior cidade dos EUA.


— Nós ainda temos algumas coisas para pensar, como levar remédios e comida para as pessoas, por exemplo —  disse o prefeito. — Mas preciso dizer que isto precisa começar a ser levado seriamente em consideração hoje.


Aparentemente, havia um impasse entre De Blasio e Cuomo sobre a necessidade da medida. Em entrevista à CNN na noite de terça-feira, o governador disse não achar que a quarentena funcionaria se aplicada apenas na cidade ou no estado. Ele defende, no entanto, que sejam tomadas outras medidas imediatas e coletivas para conter o vírus e que isto deve ser prioritário a medidas econômicas.


— Já passou da hora de monetizarmos estas decisões. Estamos em um lugar de decidir: quantas pessoas vão morrer e quantas pessoas vão viver? — disse ao podcast do New York Times, o The Daily. — Nós estamos vendo o inimigo no horizonte, e ele está se aproximando rapidamente, mas não temos nossas defesas prontas.




(New York Times)

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