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Dólar sobe a R$ 4,47, e Bolsa volta a cair com avanço do coronavírus



O dólar comercial sustenta a tendência de valorização nesta quinta-feira. A moeda americana agora opera com alta de 0,76%, a R$ 4,478, novo recorde de cotação intradiária. Na Bolsa, o Ibovespa (índice de referência da B3) opera com queda de 1,41% nesta quinta, aos 104.232, após o tombo de 7% registrado na véspera.


Na leitura dos analistas de mercado, os investidores seguem avaliando a expansão global do novo coronavírus e, especialmente no caso brasileiro, ruídos políticos que podem atrasar o prosseguimento da agenda de reformas econômicas.


— O Brasil não tinha como passar ileso às quedas na abertura dos mercados dessa quarta, uma vez que a Bolsa ficou dois dias fechada. Só que esse movimento acabou sendo potencializado tanto pela confirmação do primeiro caso de coronavírus no país quanto por ruídos políticos gerados pelo governo — avalia Gilmar Lima, economista do banco BMG.

Nesta quarta, além de o Ministério da Saúde ter confirmado o primeiro caso de Covid-19 (doença causada pelo novo coronavírus) no Brasil, o presidente Jair Bolsonaro compartilhou um vídeo em redes sociais convocando a população para manifestações contra o Congresso.


— O mercado brasileiro, além de ser penalizado pela rápida disseminação do coronavírus, acaba sendo mais impactado ainda por ruídos políticos que podem interferir no andamento de reformas econômicas. Essas pautas são fundamentais para o crescimento do país. Por serem medidas importantes e difíceis de serem debatidas e aprovadas, indícios que passem a ideia de atraso nessa agenda prejudica o país — completou Lima.


No exterior, os mercados enfrentam mais um dia de perdas. As Bolsas europeias mantém a trajetória de queda nesta sessão. O CAC (Paris) e o DAX (Frankfurt) operam com perdas de, respectivamente, 2,95% e 2,86%. O FTSE 100 (Londres) tem perdas de 2,79%.


Na Ásia, o índice Nikkei, de Tóquio, fechou em queda de 2,13%. No caso japonês, as perdas foram intensificadas após o governo ter determinado que todas as escolas do país fiquem fechadas para conter a epidemia de Covid-19. O temor de mercado é que sejam adotadas medidas mais restritivas ainda, como fechamento de estradas ou até mesmo portos e aeroportos.


Na China, entretanto, as Bolsas ensaiaram um movimento de recuperação. O CSI300, que reúne as maiores companhias listadas em Xangai e Shenzhen, fechou com variação positiva de 0,29%. Em Hong Kong, o Hang Seng subiu 0,31%.


Recessão nos EUA


Janet Yellen, ex-presidente do Federal Reserve (Fed, o Banco Central dos EUA), disse que, dependendo da extensão da epidemia do coronavírus, o impacto econômico pode ser significativo na Europa e levar os Estados Unidos a um recessão.


A economia global estava fraca, mas começando a se recuperar antes da chegada do novo coronavírus, acrescentou Yellen, ressaltando que o fechamento de fábricas devido à epidemia na China afetará as cadeias de suprimentos e causará uma queda nos gastos dos consumidores, pois as pessoas ficam em quarentena ou deixam de viajar.


Ratificando a leitura de que a economia americana, a mais forte do mundo, pode ser duramente impactada pelos desdobramentos do Covid-19, o presidente Donald Trump afirmou na noite desta quarta que o desempenho do Produto Interno Bruto (PIB) do país pode ser afetado pela doença.




(Gabriel Martins)




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