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Dólar volta ao pamatar de R$ 4,50, com avanço do coronavírus; Bolsa cai



O dólar se mantém em alta nesta sexta-feira, desde a abertura, e sobe 0,38%, a R$ 4,49. Logo após a abertura, a moeda americana voltou a bater em R$ 4,50, como na véspera. Ontem a divisa recuou no final da tarde e fechou em R$ 4,476, alta de 0,8%, ainda assim um recorde.


- O alastramento da doença justifica o movimento de aversão ao risco dos investidores, que buscam proteção em ativos que representem segurança. Independente das atuações do Banco Central, o viés de apreciação do dólar deverá ter sequência - disse Ricardo Gomes Silva, diretor da corretora de câmbio Correparti.


No Brasil, o BC anunciou ontem a realização de leilões de linha e Swaps que totalizam US$ 4,65 bilhões para suprir a demanda por hedge, na tentativa que conter a desvalorização do real, após a moeda ter atingido a marca de R$ 4,50.


Outra variável importante e que poderá direcionar a precificação do dólar é a tradicional disputa pela formação da Ptax (taxa média do dólar) que liquidará os contratos indexados à moeda estrangeira, com vencimentos em 2 de março.


Na Bolsa, o Ibovespa (índice de referência da B3) está em queda, seguindo o movimento dos pregões europeus, e recua 0,96% aos 101.944 pontos. Ontem, o índice chegou a subir no início da tarde, mas fechou com baixa de 2,59%, aos 102.983 pontos.

Na Europa, as bolsas registram fortes quedas e podem ter a pior semana desde 2008, com temor de recessão por causa do coronavírus. Nos Estados Unidos, depois de caírem mais de 4% ontem, os principais índices acionários recuam mais de 2% após a abertura.


Cinco pregões de queda


"O Ibovespa caiu pela quinta vez consecutiva, acumulando uma desvalorização de 11,6% nestes pregões. Ontem, teve o menor fechamento desde o dia 10 de outubro de 2019 e agora estamos a quase 16.550 pontos de distância da máxima histórica alcançada no fechamento do dia 23 de janeiro deste ano, quando o índice bateu 119.527 pontos. Nesta sexta, o Ibovespa recua seguindo o pânico que continua se estendendo pelas bolsas globais por conta do coronavírus", escreveram em relatório os analistas da Rico Investimentos, que afirmam que a volatilidade deve continuar diante da velocidade de disseminação da doença.


Entre as ações mais negociadas do Ibovespa, as ordinárias da Vale (com direito a voto) recuam 1,71% a R$ 43,71; as ON da Petrobras perdem 1,83% a R$ 26,35, enquanto as preferenciais da petrolífera (com direito a voto) perdem 1,19% a R$ 24,97.


Já os papéis de bancos, com peso importante no índice, estão no campo positivo. As ações preferenciais do Bradesco sobem 0,53% a R$ 30,12 e os papéis PN do Itaú avançam 0,26% a R$ 31,15.


Entre as atualizações do coronavírus, estão sendo monitoradas mais de 8 mil pessoas na Califórnia; a Coréia do Sul reportou mais 571 casos nesta sexta-feira, ultrapassando 2.300, e Hokkaido, no Japão, declarou estado de emergência.


Enquanto isso, a Nigéria, país mais populoso da África, confirmou a primeira infecção e no Brasil, passam de 300 os casos suspeitos. México confirmou um caso. Irã e Japão fecharam escolas.


Salão do Automóvel de Genebra é cancelado


Enquanto a China tenta retomar a atividade econômica, com reabertura de fábricas, muitas empresas de outros países alertam que o fechamento das indústrias chinesas afetou as cadeias de suprimento, o que causará impacto em seus resultados financeiros.


O Salão do Automóvel de Genebra foi cancelado depois de a Suíça anunciar a proibição de atos públicos ou privados com mais de mil pessoas. Para eventos abaixo de mil pessoas, o governo indicou que cabe aos organizadores avaliarem os risco.


O temor subiu de patamar ontem depois de os Estados Unidos terem informado o primeiro caso do coronavírus no país em uma pessoa que não viajou ao exterior ou que esteve em contato com infectado.


"Quanto mais países enfrentam a epidemia, mais amplos são os potenciais de interrupção econômica e de riscos maiores de recessão", disse Tai Hui, estrategista de mercado da Ásia do J.P. Morgan Asset Management.


Na China, o mercado recuou mais de 3% e registra maior queda no mês desde maio de 2019. No Japão, índice despencou 9% em fevereiro. Nesta sexta-feira, o índice Nikkei chegou a despencar 5%, mas fechou com queda de 3,67%.




(João Sorima Neto com agências internacionais)

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