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EUA decidem liberar exportações de carne bovina in natura do Brasil para o mercado americano



A ministra da Agricultura, Tereza Cristina, anunciou nesta sexta-feira, em uma rede social, que os Estados Unidos decidiram liberar as exportações de carne brasileira in natura para o mercado americano. A medida é resultado de uma visita de agentes sanitários daquele país ao Brasil, nas últimas semanas.


— Hoje recebemos uma notícia que esperávamos com ansiedade há algum tempo e que hoje tive a felicidade de receber.  Isso mostra a qualificação, a qualidade da carne brasileira reconhecida por um mercado tão importante como o mercado americano.


O fim do embargo à carne bovina in natura, que já dura mais de dois anos, foi mais um agrado de Washington ao presidente Jair Bolsonaro. Recentemente, o governo americano formalizou seu apoio à candidatura brasileira a membro da Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE). E, antes disso, o presidente Donald Trump, que no ano passado havia ameaçado sobretaxar o aço brasileiro, voltou atrás.


Em troca, o Brasil teve de fazer algumas concessões. Por exemplo, o governo brasileiro abriu mão do status de nação em desenvolvimento na Organização Mundial do Comércio (OMC), perdendo preferências em negociações agrícolas. Também ampliou, em 150 milhões de litros, o volume de etanol importado dos EUA.


Em uma visita aos EUA, em março de 2019, Bolsonaro havia pedido diretamente a Trump a liberação das vendas de carne bovina fresca ao mercado americano. Como resultado da conversa entre os dois mandatários, uma missão de autoridades sanitárias esteve no Brasil, no fim do ano passado, mas embarcou de volta sem uma resposta definitiva. Ou seja, o veto foi mantido e uma nova missão veio ao país no início de 2020.


O Brasil sempre exportou carne industrializada para os Estados Unidos.  Conseguiu, em julho de 2017, abertura daquele mercado para carne bovina fresca após mais de 15 anos de negociação. Na época, o governo brasileiro chegou a afirmar que havia um potencial de venda de US$ 900 milhões do produto para os EUA.


Quando a carne bovina brasileira foi vetada, os americanos apontaram abcessos no produto, causados pela vacinação de febre aftosa no rebanho. O governo brasileiro decidiu reduzir a dose da vacina e retirar substâncias que provocavam as reações na carne do animal.


Em nota, o Ministério das Relações Exteriores comemorou a reabertura do mercado dos EUA para a carne brasileira. Segundo o Itamaraty, a medida foi resultado um extenso processo de diálogo, toca de informações e inspeções técnicas.


"A reabertura do mercado norte-americano para as exportações brasileiras de carne bovina é exemplo concreto da solidez e do caráter mutuamente benéfico da parceria entre os governos dos dois países", diz um trecho da nota.




(Eliane Oliveira)



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