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Itália fechará escolas e universidades por conta do novo coronavírus



A Itália decidiu nesta quarta-feira fechar todas as escolas e universidades a partir de amanhã até a metade deste mês para enfrentar a epidemia do novo coronavírus. A informação foi divulgada nesta quarta-feira pela agência de notícias Ansa, que cita fontes governamentais.


A decisão foi tomada durante um conselho de ministros em Roma pelo primeiro-ministro Giuseppe Conte. O país é o principal epicentro de Covid-19 no continente europeu, com 2.502 contágios confirmados e 80 vítimas fatais.


Até o momento, apenas as escolas do Norte da Itália tiveram as atividades interrompidas. Além da intervenção no calendário escolar, as autoridades de Saúde italianas planejam estabelecer novas zonas de quarentenas no país. Nas últimas 24 horas, 27 pessoas morreram no país, incluindo a vítima mais jovem de Covid-19 até o momento na Itália, que tinha 55 anos.


A recomendação partiu da comissão científica do governo italiano, que já havia recomendado o cancelamento de eventos esportivos no país por um mês. O ministro da Saúde, Roberto Speranza, é a favor da medida, segundo o jornal La Reppublica. A ministra da Educação, Lucia Azzolina, pediu mais informações ao comitê antes de assinar o decreto, o que deve ocorrer ainda hoje. Cautelosa, preferiu dizer que não há decisão confirmada:

— Nenhuma decisão sobre o fechamento das escolas foi tomada. Solicitamos uma opinião mais aprofundada do comitê técnico-científico, e a decisão será tomada nas próximas horas.


Segundo a imprensa, o projeto de decreto recomenda uma distância de segurança entre as pessoas, evitar apertos de mão e beijos e partidas de futebol sem público.

Todas as pessoas com mais de 75 anos serão aconselhadas a ficar em casa e a não ir a locais públicos. Esse conselho é estendido a pessoas com mais de 65 anos com problemas de saúde pré-existentes.


A economia italiana, já anêmica, tem sido afetada pela epidemia, em particular o setor do turismo, que representa 13% do PIB.

Para compensar as perdas no calendário escolar, o governo pretende compensar com conteúdos disponibilizados na internet, segundo o Corriere Della Sera.


Impactos no governo


Os reflexos do coronavírus na Itália afetam também as próprias instituições do país. O ministro do Desenvolvimento Econômico, Stefano Patuanelli, entrou em quarentena depois que um vereador da Lombardia, com quem se reuniu recentemente, foi diagnosticado com Covid-19. Já o presidente Sergio Matarella cancelou uma viagem que faria à Moçambique na próxima semana, ainda de acordo com o La Reppublica.


O Vale de Aosta, no extremo-norte da Itália, é a única das 20 regiões do país que ainda não registrou nenhum caso do novo coronavírus.

Com apenas 125,6 mil habitantes e 3,26 mil quilômetros quadrados (cerca de duas vezes a área do município de São Paulo), essa pequena região é a menor e menos populosa da Itália e fica na tríplice fronteira com França e Suíça, países que já registraram casos de Covid-19.


No Vaticano, país regido pela Igreja Católica e cravado em Roma, o Papa Francisco foi testado negativo para Covid-19. O Pontífice cancelou diversas agendas depois de apresentar sintomas de gripe.


Caso na sede da UE


A Covid-19 chegou ao corpo burocrático da União Europeia (UE), sediada em Bruxelas, a capital belga. Um funcionário da Agência Europeia de Defesa (AED), ligada à Comissão Europeia. A confirmação do contágio ocorre em meio ao encontro dos ministros dos 27 países membros da UE no Conselho EUropeu.

— Temos a confirmação do caso — afirmou a porta-voz da Comissão Europeia, Dana Spinant.


Uma fonte da AED informou que o paciente retornou no dia 23 de fevereiro de uma viagem à Itália, mas negou que ele teria participado de uma reunião com 30 funcionários de outras instituições, como havia publicado o site Euractiv. O contágio, segundo a agência Reuters, ocorreu na Bélgica.


A AED, criada em 2004 para apoiar os projetos de cooperação em defesa, suspendeu todas as reuniões até 13 de março, afirmou sua porta-voz Elisabeth Schoeffmann.

Bruxelas é, na prática, a capital da União Europeia por abrigar as sedes da Comissão Europeia e do Conselho da UE, assim como uma das duas sedes da Eurocâmara, além de agências e organismos europeus.




(Reuters)

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