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Mandetta acredita que Rio vá concentrar maior número de casos e aponta fragilidades como a higiene



Em evento no Rio, o ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta se mostrou ciente das dificuldades que o Rio da Janeiro pode enfrentar para conter a pandemia de coronavírus. Mandetta acredita que as condições geográficas e sociais complexas da cidade exigem atenção das autoridades, e que o Ministério não está alheio à situação da cidade, que já tem 13 casos confirmados de Covid-19 e já contabiliza uma transmissão local.


— O Rio de Janeiro tem suas dificuldades e peculiaridades. Sei como é difícil a entrada de ambulância, difícil o conceito de manipulação de pessoas e de higiene. Estudei no Rio de Janeiro e conheço bem a cidade. A gente sabe as fragilidades do Rio — declarou o ministro, que evitou contato direto com todos os presentes ao evento, incluindo o prefeito do Rio, Marcelo Crivella, e a imprensa.


Entre as peculiaridades do Rio, Mandetta cita, o fato de ser uma cidade turística, os aglomerados nas ruas e no transporte público se apresentam como outros facilitadores da transmissão de coronavírus.


— Aqui você tem uma cidade muito estreita. Você tem o mar aqui, montanha aqui. A proximidade das pessoas no Rio de Janeiro é quase que constante o dia inteiro. Transporte público lotado, metrô funcionando, ônibus funcionando, cidade funcionando. E cidades que recebem muitos turistas, como o Rio, tendem a apresentar mais casos — afirmou.


Mandetta também disse ter total ciência do Plano de Contingência elaborado pela secretaria Estadual de Saúde. Ele deixou claro que o Ministério da Saúde está em contato com os municípios, dando todas as diretrizes para o enfrentamento da doença.


— Já li o plano do Rio e conversei com o secretário estadual. O Rio tem uma rede hospitalar muito grande. Se a gente tiver os hospitais equipados, tem uma grande capilaridade — disse.


Mandetta conversou com a imprensa após a cerimônia de entrega de seis tomógrafos, que foram recebidos pela Prefeitura do Rio. Ainda durante seu discurso, ele aconselhou o município a colocar o equipamento em uso o quanto antes, citando o exemplo da China.


— Na China, eles começaram a fazer tomografias para auxiliar o tratamento. Esses tomógrafos ajudam no diagnóstico e têm que ser colocados em uso imediatamente — enfatizou.  — Quando nós nos preparamos para uma epidemia, olhamos pra onde aconteceu primeiro.


A cerimônia de entrega dos tomógrafos contou com a presença do prefeito do Rio, Marcelo Crivella, e da secretária Municipal de Saúde, Ana Beatriz Busch. A titular da pasta anunciou a abertura imediata de 150 leitos no município para tratamento de pacientes graves de coronavírus. Só o Hospital de Acari concentrará 50 dessas vagas, e as demais serão distribuídas entre as demais unidades da rede.


O município não apresentou outras medidas de enfrentamento da pandemia, como limitação de eventos com grandes aglomerados. Questionado sobre o assunto, o prefeito Marcelo Crivella citou as manifestações pró-Governo Federal convocadas para o dia 15 de março.


— No domingo, vamos colocar postos de saúde, como no réveillon, pra quem estiver passando mal. — prometeu.




(O Globo)

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