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Mocidade traça estratégia inédita para que Elza Soares veja a própria homenagem na Sapucaí




Dirigentes da Mocidade Independente de Padre Miguel quebraram a cabeça nos últimos meses para realizar um sonho de Elza Soares, grande homenageada da escola de samba nesta temporada. A cantora tem o desejo de assistir à própria história passar na Sapucaí e, se tudo ocorrer como planejado, isso ocorrerá na noite desta segunda-feira, quando a verde e branco é a penúltima a se apresentar pelo Grupo Especial.


Para ter Elza como desfilante e espectadora, a Mocidade pretende colocá-la no Sambódromo sentada em um trono construído sobre uma alegoria. O carro em que ela estará sentada será o primeiro a entrar na pista, junto com a bateria. Quando os ritmistas entrarem no primeiro recuo, o trono de Elza entrará em um espaço também recuado localizado logo em frente, entre os Setores 1 e 3, na Rua Benedito Hipólito.


A artista ficará sentada na alegoria durante todo o desfile e só deixará o local, utilizado de forma inédita pela Mocidade, quando a apresentação estiver se encerrando. O carro em que estará o trono será acoplado ao a outro, o último da agremiação. Será neste momento que — após ter conferido a própria história passando diante de si em forma de samba, alegorias e fantasias — Elza irá cruzar sentada os 700 metros de asfalto da Passarela do Samba em direção à Praça da Apoteose.


A logística desse processo envolve o trabalho de muitos diretores da Mocidade e pode tanto influenciar na reação do público diante da apresentação quanto em quesitos importantes, principalmente Evolução. Até o início do fim de semana, esses eram riscos que a escola da Zona Oeste tinha decidido que valiam a pena correr em nome de Elza. Resta saber se, no momento decisivo, o movimento arriscado não corre o risco de ser abortado.


Além da Mocidade de Elza, desfilam nesta segunda São Clemente; Vila Isabel; Salgueiro; Unidos da Tijuca e Beija-Flor.





(João Paulo Saconi)

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