Ação pede que ex-secretário de MS que usou avião público para ir a velório reembolse o estado

October 19, 2017

 

 

Ação civil do Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MP-MS) pede que o ex-secretário estadual da Casa Civil, Sérgio de Paula, reembolse o estado e pague uma multa, totalizando R$ 32.625 por ter utilizado um avião do governo para fins particulares, viajando de Campo Grande para Andradina (SP), para acompanhar o velório e depois a missa de sétimo dia de seu pai.

 

De Paula foi procurado pelo G1, mas até a publicação da matéria a reportagem não conseguiu contato. Da mesma forma, também foi procurado o governo do estado, já que em junho deste ano, quando o MP-MS, por meio de um procedimento preparatório começou a investigar o caso, o executivo informou que ainda estava tomando ciência da denúncia e a encaminharia para a Controladoria-Geral para a providências cabíveis.

 

Segundo a denúncia do MP, que foi apresentada pelo promotor Humberto Lapa Ferri, da 31ª Promotoria de Justiça do Patrimônio Público e Social de Campo Grande, no dia 14 de junho de 2016, o então secretário estadual da Casa Civil, utilizou junto com a esposa e três filhos, uma aeronave Embraer EMB 110 do governo do estado para viajar de Campo Grande para Andradina para acompanhar o velório do seu pai, que morreu no mesmo dia na cidade.

 

A denúncia aponta que ele fez o mesmo no dia 22 de junho de 2016, desta fez para acompanhar a missa de sétimo dia do seu pai. Só que além dos quatro familiares que viajaram da primeira vez se somaram ainda mais dois filhos e o namorado de uma das filhas.

 

O caso começou a ser apurado pelo MP-MS em junho deste ano a partir de uma denúncia anônima e com base nos registros de vôo e no diário de bordo da aeronave, encaminhados a pedido do Ministério Público pela Casa Militar do Governo, se comprovaram, de acordo com a denúncia, as viagens nestas datas de Campo Grande para a Andradina e que os passageiros eram o ex-secretário e seus familiares.

 

De acordo com a denúncia apresentada pelo MP-MS a Justiça, quando notificado para prestar esclarecimentos sobre o caso, de Paula encaminhou petição a promotoria e embora “tenha buscado justificar sua conduta ímproba, confirmou a utilização da aeronave pertencente ao governo do estado para fins particulares”.

 

 

(G1)

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