General Braga Netto anuncia primeiras medidas da intervenção no Rio

February 27, 2018

 

Em uma entrevista rápida, sem direito a muitas perguntas, o interventor federal no Rio de Janeiro, general Braga Netto, anunciou o gabinete que vai gerenciar a crise na segurança pública do estado. “A primeira medida que estamos tomando é a instalação do gabinete”, afirmou.

 

O esquema operacional terá três núcleos. Um no Comando Militar do Leste, comandado pelo próprio Braga Netto, outro na Secretaria de Segurança Pública, chefiada pelo general Richard Fernandes Nunes, e um terceiro núcleo no Centro Integrado de Comando e Controle, a cargo do chefe de gabinete da intervenção federal, general Mauro Sinotti.

 

Apesar de dizer que a primeira medida é a instalação do gabinete, Braga Netto não anunciou os nomes do chefe da Polícia Civil e do comandante da Polícia Militar, o que deve ser feito ainda esta semana.

 

O general Sinotti destacou que o objetivo será reforçar as polícias civil e militar, e não colocar tanques do Exército nas ruas, como a população esperava. “Vamos aumentar o policiamento ostensivo”, garantiu.

 

A idéia do comando militar da intervenção é transformar a segurança pública do Rio para que ela volte a funcionar e possa caminhar com as próprias pernas ao fim da intervenção, em 31 de dezembro de 2018. “É uma oportunidade para as forças de segurança aproveitarem a expertise das Forças Armadas”, destacou o interventor federal. .

 

“A intervenção é um trabalho de gestão. Vamos auxiliar na gestão da segurança pública”, assinalou Braga Netto. “O principal objetivo, por termos grave comprometimento da segurança pública do Rio de Janeiro, é recuperar a capacidade operativa e baixar os índices de criminalidade”, acrescentou.

Corrupção

Para acabar com a corrupção, Braga Netto disse que fortalecerá as corregedorias para que os bons policiais sejam valorizados e os maus, penalizados. Sobre os recursos, o general disse que contará com o que está previsto no decreto. “Não temos, ainda, o levantamento dos valores. O que já temos é que faremos a atualização dos salários que estão atrasados”, afirmou. “Apesar de passar por dificuldades, o sistema de segurança nunca parou”, completou.

 

O interventor garantiu que haverá transparência e que o Instituto de Segurança Pública (ISP) vai aprimorar seu trabalho para mostrar os resultados. “O Rio de Janeiro é um laboratório para o Brasil”, disse Braga Netto.

UPPs

A respeito das Unidades de Polícia Pacificadora (UPPs), o comando militar assegurou que terão continuidade e, por enquanto, seguem como estão e algumas serão redimensionadas. “Temos estudos feitos e as UPPs permanecem. Temos diagnóstico de que há necessidade de reestruturação”, afirmou o secretário de Estado de Segurança, Richard Nunes.

 

A coletiva durou apenas 20 minutos, mas perguntas tiveram que ser feitas previamente e poucas foram respondidas. A assessoria de imprensa garantiu que as demais serão respondidas por e-mail aos jornalistas inscritos.

 

 

(C.B)

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