Em noite de emoção por Belfort, Amanda Nunes coloca título em jogo no UFC Rio 9

May 12, 2018

A tradição de ser palco de eventos marcantes será mais uma vez mantida no Rio de Janeiro. Recebendo o UFC pela nona vez, a cidade será palco de mais um momento histórico do MMA. Após ter Anderson Silva, José Aldo e Ronda Rousey entre seus protagonistas, chegou a vez de receber a primeira brasileira campeã do evento em sua luta principal. A baiana Amanda Nunes, campeã peso-galo do UFC, colocará seu cinturão em jogo pela terceira vez, contra a amiga - e agora rival - Raquel Pennington. Enquanto a "Leoa" segue sua carreira a todo vapor, uma lenda do esporte escolheu a mesma noite para pendurar as luvas. Vitor Belfort, único remanescente de sua geração ainda em atividade, se apresentará pela última vez no UFC justamente na cidade na qual começou a lutar. O adversário não poderia ser melhor: o amigo e também ex-campeão do UFC Lyoto Machida.

 

O Combate transmite o UFC Rio 9 ao vivo, na íntegra e com exclusividade a partir das 19h (de Brasília) deste sábado. O Combate.com transmite as duas primeiras lutas do card preliminar em vídeo e acompanha o restante do evento em Tempo Real.

 

Amanda Nunes põe amizade de lado: "A cinta fica aqui"

 

Amiga pessoal de sua adversária desta noite, Amanda Nunes fez questão de deixar claro que, quando a grade do octógono for fechada, cada uma lutará pelo que deseja: o cinturão do UFC. Vinda de três vitórias consagradoras, contra ninguém menos que Miesha Tate (finalização), Ronda Rousey (nocaute) e Valentina Shevchenko (pontos), a "Leoa" mostra estar em uma fase exuberante. Mesmo sofrendo para bater o limite de peso da categoria (61,2kg), a baiana deixou claro que sua vontade é seu maior trunfo para vencer.

 

- Vou dizer uma coisa: a cinta fica aqui. Ela é do Brasil e vai continuar sendo. Nós somos amigas, mas agora estamos mais distantes, porque é o nosso trabalho e queremos a mesma coisa. Depois daqui podemos sair, voltar a ser amigas como sempre fomos. Mas agora é guerra, e na minha casa ninguém vai me vencer. Lutei duas vezes aqui no Rio, e venci as duas. Não vai ser diferente na terceira.

 

Raquel Pennington também demonstrou respeito pela amiga e rival, e admitiu que precisará estar na melhor noite da sua vida para descer do octógono com o cinturão no ombro.

 

- Para vencer Amanda eu terei que vencer uma versão melhorada de mim mesma. Tenho confiança no que eu posso levar para o octógono, e darei tudo que eu tenho para ser a nova campeã. Estou lutando na casa dela, diante de sua torcida, família e amigos. Sei o que me espera, mas também sei o que fazer para vencê-la.

 

Belfort escreve último ato de uma carreira sem precedentes

 

Membro da elite do MMA há mais de 20 anos, a história de Vitor Belfort se confunde com a do próprio esporte. Com uma carreira sólida, campeão meio-pesado do UFC e campeão do UFC 12 aos 20 anos de idade, o "Fenômeno" fez valer o apelido que recebeu por sua habilidade, força e velocidade incomuns. Neste sábado, lutando contra Lyoto Machida em sua cidade natal, o carioca fechará com chave de ouro uma carreira sem precedentes no esporte que escolheu para si.

 

 

- Eu me considero um ser humano em busca dos seus sonhos. É muito feio falar: "Eu sou fera, sou isso, sou aquilo". É muito egocêntrico, não é do meu estilo. Sou confiante... Se eu falasse que sim, você pensaria: "Esse cara é muito metido". Estou fazendo a minha última luta, mas não estou me aposentando. Já falei, estou disponível. A partir de domingo, quem quiser me contratar, não só o UFC, se a Globo quiser me contratar, se quiserem que eu seja candidato à presidência da República, tem que ter os requisitos. Primeiro eu tenho que ter paixão; se eu não acreditar, não vou fazer. Estou entrando numa fase da minha vida que quero fazer aquilo que tenho autonomia, quero investir em coisas que acredito. Chegou esse momento da minha jornada.

 

Para Lyoto Machida, ex-campeão meio-pesado do UFC e seu adversário na luta final, o momento é de respeito e reverência a um dos maiores nomes que já pisaram no octógono do UFC. Mas, nos 15 minutos em que estarão frente a frente, o objetivo é sempre o mesmo vencer.

 

- Não vou dizer que me favorece, mas é um bom casamento de luta para o público, uma coisa que se encaixa. Veremos quem está melhor no momento, quem consegue capitalizar. Eu treinei bem, me preparei bem e espero que aconteça da forma como tenho treinado. Estou recebendo a luta de uma forma legal, ainda mais fazendo parte da história do Vitor. Não quero levar a luta para o lado emocional. Quero trazer a razão, e não a emoção. O Vitor é duro, vai fazer frente, não importa se está se aposentando ou não. São dois brasileiros, no Brasil, essa luta vai ser histórica, assim como outras que aconteceram no passado e marcaram o esporte.

 

Após estourar o peso, Mackenzie encara rival mordida

 

Nas semanas que antecederam a luta, a americana-brasileira Mackenzie Dern deixou claro que achava a luta contra Amanda Cooper, sua adversária no UFC Rio 9, mais fácil do que a da sua estreia na organização, contra Ashley Yoder. Mas, após não bater o peso por 3,2kg, Dern viu a rival se agigantar e, após não cumprimentá-la na pesagem, provocá-la nas redes sociais.

 

- Já espero uma Mackenzie Dern destruída. Ela não bateu o peso, perdeu o voo até aqui. Isso não é ser profissional. Vou ignorar seus golpes, socá-la na cara e deixá-la ainda mais destruída - escreveu Cooper.

 

Mackenzie, por sua vez, não se pronunciou após não bater o peso - fez apenas um singelo pedido de desculpas aos fãs antes da encarada, na última sexta-feira. A lutadora sabe que precisa ter uma atuação convincente - fará a antepenúltima luta do evento, no card principal. Uma derrota poderá colocar em dúvida a aposta que o UFC fez nela como novo nome de destaque no cenário feminino.

 

Ronaldo Jacaré faz "title eliminator" contra Kelvin Gastelum

 

O co-evento principal do UFC Rio 9 terá um duelo de pesos-médios que estão em grande fase. O brasileiro Ronaldo Jacaré enfrentará o americano Kelvin Gastelum, e o vencedor tem grandes chances de ser o próximo desafiante ao cinturão da categoria, atualmente em poder do australiano Robert Whittaker, que enfrenta o cubano Yoel Romero no UFC 225, daqui a aproximadamente um mês. Para Jacaré, lutar no Rio lhe dá uma grande vantagem, mas não garante a vitória.

 

- O Gastelum é um cara carismático, sei que ele tem torcida aqui. Até eu gosto dele, fazer o quê?! Mas vamos lutar, ele vai estar na minha casa e não vai se dar bem, não. Tecnicamente, ele é muito bom. É um cara muito duro, usa bem o golpe à distância. Consegue encurtar rápido a distância e aplicar a mão esquerda com força. É um lutador complicado.

 

Já Kelvin Gastelum vê na luta a chance de disputar não um, mas dois cinturões na sequência: o dos pesos-médios e, depois, descer de volta para sua categoria de origem, o peso-meio-médio, para buscar seu segundo cinturão.

 

- Vejo que o Jacaré está em boa forma física, então ele está mais do que pronto para fazer uma boa luta também. Acho que ganhando, vou disputar o título depois. Quero vencer, disputar o título dos médios e depois baixar de categoria outra vez para desafiar o campeão da categoria de baixo.

 

UFC 224

 

12 de maio, no Rio de Janeiro
CARD PRINCIPAL (a partir de 23h, horário de Brasília):
Peso-galo: Amanda Nunes x Raquel Pennington
Peso-médio: Ronaldo Jacaré x Kelvin Gastelum
Peso-palha: Mackenzie Dern x Amanda Cooper
Peso-galo: John Lineker x Brian Kelleher
Peso-médio: Vitor Belfort x Lyoto Machida

 

CARD PRELIMINAR (a partir de 19h15, horário de Brasília):
Peso-médio: Cézar Mutante x Karl Roberson
Peso-pesado: Alexey Oleynik x Júnior Albini
Peso-leve: Davi Ramos x Nick Hein
Peso-meio-médio: Elizeu Capoeira x Sean Strickland
Peso-meio-médio: Warlley Alves x Sultan Aliev
Peso-médio: Thales Leites x Jack Hermansson
Peso-meio-médio: Alberto Miná x Ramazan Emeev
Peso-médio: Markus Maluko x James Bochnovic

 

 

(Combate)

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