PF intima Renan Calheiros e Eduardo Braga a prestarem esclarecimentos

November 5, 2019

 

Os senadores Renan Calheiros (MDB-AL) e Eduardo Braga (MDB-AM) foram intimados pela Polícia Federal (PF) a prestarem esclarecimentos, nesta terça-feira (5/11). Eles estão entre os alvos de mandados que estão sendo cumpridos desde as primeiras horas da manhã.

 

A PF cumpre mandados de busca e apreensão e o sequestro de bens autorizados pelo ministro Edson Fachin, relator dos casos da Lava-Jato no Supremo Tribunal Federal (STF). Além deles, a operação mira pessoas ligadas a ilegalidades cometidas pelos políticos investigados. As investigações se baseiam em delações da JBS

 

As diligências correm em sigilo. Outro alvo das diligências seria o ministro Vital do Rêgo, do Tribunal de Contas da União (TCU). Em nota, a Polícia Federal informou que não divulgará mais informações sobre ações. "Atendendo às determinações do Ministro Luiz Edson Fachin, que assina as ordens judiciais, a Polícia Federal informa que não realizará qualquer divulgação das ações realizadas desde as primeiras horas da manhã", diz a nota da corporação.

 

Defesa

 

Em nota, os advogados de Eduardo Braga confirmaram que receberam a intimação. "O senador Eduardo Braga recebeu esta manhã uma solicitação do Delegado Bernardo Amaral para prestar esclarecimentos no inquérito 4707 (STF). Já estabeleceu contato para ajustar a data. O senador sempre se colocou à disposição para colaborar com qualquer investigação. A cobertura midiática de hoje, talvez por sensacionalismo, talvez por desinformação, menciona fato que simplesmente não existiu, na medida em que nenhuma medida de busca e apreensão foi realizada na residência ou em qualquer outro endereço do senador Eduardo Braga", diz.
 

Por meio da assessoria, o senador Renan Calheiros informou que, às 7h32, o parlamentar recebeu o delegado da polícia federal em sua residência para entregar intimação de depoimento no inquérito 4707. "Senador afirmou que está à disposição e que é o maior interessado no esclarecimento dos fatos", diz a assessoria.

A defesa de Vital do Rêgo diz que "não houve, como se chegou a mencionar, mandados de busca ou apreensão. Houve, isto sim, uma solicitação para depoimento, o que não configura nenhuma medida extravagante ou derivada do que alguns setores costumam chamar de “operação”, apenas para impressionar a opinião pública. O Ministro é o maior interessado em esclarecer os fatos e, portanto, atenderá a solicitação  do depoimento, colaborando com a justiça, como sempre tem feito."

 

 

 

(Hellen Leite)

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